quarta-feira, 17 de outubro de 2012
O que as trevas e as rosas tem em comum?
Ambos machucam, as trevas me deixam depressivo, as rosas tiram sangue das minhas mãos...
Eu jamais deveria ter te dado aquele lindo buquê de rosas!
Eu não queria viver tão sozinho assim, ser o filho das trevas sem a capacidade de sentir nada por ninguém, o meu coração já se fora a muito tempo...
E as rosas continuam a me perseguir, elas batem a minha porta, deixam cair o meu sangue, sobre aquele chão sujo e pecaminoso em que eu pisei hoje...
Eu deitei sobre um chão sujo e frio, talvez ele fosse o mais próximo de amigo que eu já tive, ele me entende, as pessoas o pisam, a escuridão esconde a sua verdadeira beleza e as rosas dão um pouco de beleza e felicidade para ele, talvez essa seja a diferença entre as trevas e as rosas, ambas machucam, ambas são belas, ambas são cruéis e frias também!
A crueldade está presente nos espinhos das rosas, eles tiram o meu sangue sempre que eu os toco, mas este ferimento não é o mais cruel delas, o maior deles é quando a rosa adoece e morre, a dor é insuportável, a saudades me transforma em um ser frio e cruel...
É neste exato momento eu me encontro com as trevas, algo tão doce surgiu quando eu menos esperava, é tão frio aqui fora, a sensação de liberdade sobre qualquer tipo de sentimento me deixa tão frio, o meu rosto está sem nenhuma expressão, ele está morto agora, como eu sempre quis!
Será essa a verdadeira semelhança entre as rosas e as trevas?
Rosas são belas!
A escuridão é bela!
Ambas se amam, ambas se adoram!
Ambas se odeiam, ambas se matam!
Mas ambas não vivem uma sem a outra...
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