domingo, 27 de janeiro de 2013

... II Você me despedaçou, jogou os meus braços e os meus abraços no rio de ninguém, onde ninguém é feliz, a tua passagem por lá foi vagamente esquecida, e vagamente lembrada, que rio mais infeliz é este, nada vive lá, nada morre lá, a sua existência sempre foi nula e escassa, nós não sabemos o porque... e esse ninguém de quem eu tanto falo foi o que você se tornou do depois de tudo aquilo que os seus olhos foram obrigados a ver e o teu corpo a presenciar, ele presenciou o fim de um amor, o fim de uma familía, de uma história definida... tudo aquilo que era importante para nós dois se foi, o nosso amor foi extinto, você me despedaçou e depois de ter me despedaçado você não foi me procurar no rio de ninguém, deixou a minha vaga existência naquele portador de histórias mal contadas e de um odor horrível, deixou os meus braços lá, as mãos que te seguram as tuas mãos, o abraço que te abraçou, você me deixou lá onde ninguém é feliz... você jogou fora todo o nosso amor, todas as nossas lembranças! Toda a nossa história se foi, tudo se foi, ficou no rio de ninguém, onde ninguém é feliz...

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