quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O caminho é longo demais, existem pedras machucando os meus pés santos! O sangue que eu derramei criou uma ponte que cobre os quatro cantos do mundo, e agora os quatro cantos do mundo conhecem o meu sangue e a minha dor! Grite se você me conhecer, venha até mim depois de ter pisado no mesmo chão que eu pisei, sinta a dor que eu senti... Você já me conhece, então deite-se e espere a lua nascer do mar... E depois que ela nascer grite mais uma vez, grite pela tua vitória... Pise sobre o mesmo chão que eu pisei, se você não temer a dor e o sangue que irá derramar. Nunca tenha medo de derramar o teu sangue, é nobre o ato de derramar o próprio sangue buscando a própria vitória. É claro, a lua ainda está rasgando os céus com a sua beleza sépia. Ela é bela, porém traiçoeira. Não confie demais, você poderá perder a própria vida em vão, depois que a lua se for... Ela sempre se põe no final do meu caminho, eu nunca a vejo partir... É um pecado. Uma sina. Um tormento. Ver a lua partir deste jeito, ela sequer olhou para mim... Ela sequer se despediu de mim... Mas eu me lembrei de uma coisa muito importante, eu não estou aqui para perder tempo. Eu estou aqui para marcar este chão, estas belas pedras com o meu sangue... Que seja então, há muito sangue nestas pedras, há pouca fé nos homens... Há muito ódio no mundo, há poucas esperanças... Os bons se foram, os maus destruíram todo o resto habitável... Todo o resto... Toda a luz... Toda a esperança... Tudo se foi com a lua e o mar...

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