segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Entre leões e hienas.
Meu meninão, tu tá pisando em terra de leões, então tente tomar muito cuidado para não perder a tua cabeça, ou o teu coração.
Tu já sabes; entre hienas e leões, não existe, e nunca existirá respeito algum...
Eles são os filhos da violência; irmãos da morte, eles vivem por esta guerra que existe a gerações!
Eles vivem para nos matar
De geração em geração, eles só conhecem a guerra e a morte, eles nascem sabendo o que é morte e guerra.
Nós somos os filhos da terra, procuramos território e carcaças de animais mortos para matarmos a nossa fome, somos assim, humildes, mas o nosso canto incomoda os reis da selva...
E você ainda insiste em pisar na terra deles, na terra dos leões, já lhe dei motivos suficientes para desistir de ir lá, por que fazes isso com o teu velho pai? Me deixas tão inseguro, sem ao menos saber se te verei outra vez, meu meninão!
Você tá pisando em terra de leões, os nossos inimigos...
Por que fazes isto comigo?
Porque eu acredito.
Acreditar apenas, isso não vai te trazer de volta vivo e salvo para mim.
Me diga, tu acreditas no que exatamente?
Eu acredito que estas barreiras podem ser quebradas, se ouvires o teu coração, e não a tua razão...
Então, você quer trazer paz para duas espécies que se matam a gerações?
SIM.
É insano esse teu pensamento, de que os leões o verão como um salvador, e não como um cadáver, um alguém já morto, eu sou teu pai, e como pai, te dou a benção, pode ir, vá rumo a paz, ou a morte...
A hiena foi até os leões...
Mas só encontrou a violência
Morreu com os olhos cheios de lágrimas
Foi torturada, lhe arrancaram os olhos do teu rosto, lhe arrancaram as suas quatro patas...
Esmagaram o teu crânio, e no final, ouviram um sussurro desta hiena, eu vim em busca de paz...
Leões, os mesmos caíram e rolaram de tanto rir, você quer a paz, que paz? Morra, verme fedorento.
Sete leões, contra uma jovem hiena indefesa que só buscava a paz entre as duas espécies...
Nunca haverá paz entre leões e hienas, nunca.
Mas, entre guerreiros e assassinos, sempre existirá alguém de coração puro, um santo.
E essa hiena, ela morreu acreditando que era possível existir paz entre as espécies, ela se foi, mas o seu ideal não, ele viverá para sempre...
Destrocem o meu corpo, tirem de mim os meus braços e pernas, cortem a minha língua fora, mas nunca, vocês nunca conseguirão tirar os meus ideais de mim, eles são a minha essência, o que eu sou, a minha alma.
O meu espírito.
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