terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Portas...

Eu andei sobre um chão imundo, procurei por respostas, procurei por você... Todos que eu encontrei vestiam roupas florescentes, a bebida, o cigarro, nada faz efeito como você. Eu procurei por você a noite inteira, eu queria só um pouco do que você me fez sentir, eu só encontrei a solidão sem você, e ainda fui açoitado por chicotes, e depois eu finalmente deixei o meu sangue cair pra fazer o teu cabelo voltar a ficar vermelho. Você fez o chão desaparecer sobre o peso dos meus pés, eu fiquei tão leve, tão feliz, eu nunca iria imaginar que você me chamaria pra sair, mas tudo acabou sem o nosso brinde, sem a nossa cama desfeita... Eu abri a porta da boate, todos que eu conheci estavam lá, menos você. Eu abri a porta do meu corpo, eu vi a minha bagunça sem o teu toque feminino nela. Eu abri a porta do meu carro pra você sair, o vento bateu no meu rosto e me disse que você nunca mais vai voltar...

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