quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Cheio de manias!
Lá estava eu sentado sobre aquela mesa infeliz, com um café quente ocupando a minha mão esquerda e um cigarro aceso se desfazendo naquele cinzeiro preto e branco, eu estava contando os dias com os sete dedos da minha mão direita como uma mania qualquer, sim, eu sou um maníaco infeliz que ama contar os dias com os sete dedos da mão direita, e sempre jurando a minha fé em cada um deles faço promessas, quebro amizades, desconto a minha raiva tirando o árduo sangue que corre pelas minhas veias, eu sou um maníaco infeliz, cheio de manias e pecados, cheio de amores e sorrisos, de sorrisos de papel e de amores platônicos não correspondidos... esse sou eu, cheio de manias e defeitos, cheio de amigos feitos de papel, os de papel já escreveram a sua história em mim, os de carne permanecem intactos e belos dentro do meu coração sincero e confuso, tão confuso meu Deus!
Sou belo, eu não nego!
Pra você, talvez eu seja ...
Por mim, o que eu espero de mim, talvez o nada ...
De nós, um futuro talvez, ou talvez não ...
Sobre o amor, nossos corpos entrelaçados sobre a cama da luxúria, um pecado bem vindo ...
Sobre os teus defeitos, um gole de vinho tinto e amargo por eles ...
Sobre o nosso filho, a morte nunca foi tão bem vinda aqui, e hoje ...
Tua insanidade, nossa insanidade, nosso hospício ...
Um brinde a nossa morte, juntos talvez, quem sabe eternos também ...
Um cigarro pelo teu seio, um gole pela minha vergonha ...
Um beijo pelo nosso amor, eu acho que esse amor nunca existiu ...
Pelo menos pra você não, ele nunca existiu ...
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