quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Teus olhos por uma gota do meu suor. Teus olhos, por uma gota do meu suor. Teus sorriso, por um gole de vodka. Teus abraços em troca da minha saudade, ela não é pequena, ela não é humilde, ela se acha a dona das minhas lágrimas, dona da minha dor. Uma dor tão clichê, tão estranha, tão incomum, tão desnecessária que me deixa sem ar, sem o teu ar, aquele ar, aquele nosso estranho ar, o mesmo que respiramos, que perdemos quando discutimos, que perdemos quando transamos, ele me irrita, ele nunca foi leal a mim, ele destrói casas, árvores e as violetas, bagunçam os nossos cabelos, abrem as janelas do nosso quarto, e com um ruído, apenas um ruído, ela tira os lençóis da nossa cama exibindo os nossos corpos despidos e suados sobre a cama do amor e do ódio, a cama perfeita para nós, parece que ela foi feita para suportar as nossas manias, os nossos pecados, os nossos segredos, a nossa infidelidade esta é a cama que acolhe e aceita este amor, um amor tão confuso e incomum, tão clichê e diferente. Um amor de novela, deixando as malditas sequelas, os cortes, os rasgões, os buracos, os copos e as taças no chão, nossos corpos nus, deitados sobre a cama da infidelidade. Esse é o nosso amor, tão confuso... Tão clichê... Mas os romances clichês sempre me agradaram... Então, eu quero viver, eu to afim de viver com você, e você?

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