terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Mouro!
Ó belo mouro de sangue azul, por que bates á minha porta tão tarde? Por que vestes roupas tão curtas e sujas? queres algo para comer? Entre em minha casa, venha, eu te convidei então pode entrar, a solidão será a minha única companhia de hoje, venha dividi-lá comigo, talvez eu te ofereça uma taça de vinho em troca de algumas palavras, em troca da tua companhia, belo mouro de um metro e sessenta e cinco, fica comigo, conversa comigo, me presenteia com a tua presença... ama o meu corpo em troca de um pedaço de pão e uma taça de vinho, toca estes seios caídos, faz este velho corpo voltar a vida, ame o que eu fui um dia, bela e intocável, hoje eu não passo de uma puta velha e acabada, todos me tocaram, mas ninguém nunca me sentiu... me toca, ó belo mouro de sangue azul, me toca com estas belas mãos de carpinteiro... grossas e sujas, me suje com elas, eu vou amar sentir você...
Mouro, as tuas mãos sentiram a dor dos dias calorosos e difíceis...
Mouro, você suportou os chicotes dos seus mestres...
Mouro, o teu sangue é belo, você tem a tua história que foi sofrida, que foi vivida, você tem a minha admiração...
Mouro de sangue azul que bater a minha porta, te convido á entrar, entre em minha casa, em minha vida, faça parte da minha história...
Faz desse corpo envelhecido o teu corpo, possua-me com as tuas mãos de trabalhador, beija meus seios caídos, toca a minha boca com o teu membro, não pense pois o sol já está nascendo no horizonte e logo eu terei que partir...
Mouro...
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