quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Desce do tamanco.

Pra dizer eu te amo. Não da boca pra fora. Do coração pelo teu olhar. Olhar de garota esfomeada. E eu sei que a tua fome sou eu. Desce do tamanco, diz que me ama. Põe de volta o sorriso que você causou. Em meu rosto, em meu coração! Devolve a felicidade que você tirou de mim. Quando tu foi fria e tirou-me toda a alegria. Era direito meu, sentir falta tua. Era direito meu, sentir-me desejado pela tua solidão. A solidão se foi, só restou o meu coração, o mesmo que você tirou, jogou no chão, pisou em cima e cuspiu depois. Desce do tamanco? Não, não precisa mais descer. Talvez se você tivesse feito isso antes... Deixa pra lá. É só história pra contar. Poesia de bêbado.

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