segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Vulgar.

Você chegou de viagem. Estava de moto. Sem direção. Sem um caminho exato. Não sabia para onde ir. Não sabia com quem falar. Você me viu do lado de alguém... Foi até mim e pediu informações. Eu fui bom. Eu fui sociável. Te dei a informação que você queria. Te mostrei o caminho certo com as curvas mais seguras. Você foi simpático em troca. Me deu um abraço. Agradeceu mais uma vez. Eu virei de costas para sorrir para ela... Você sacou uma arma de fogo do teu bolso. Foi um baita de um covarde. Foi o filho da puta que te criou! Atirou nas minhas pernas. Me deixou agonizando de dor, e estirado naquele chão sujo e frio. Foi bandido traiçoeiro, atirou nas costas de um companheiro... Á garota que estava comigo permaneceu ali, imóvel. Ela sacou outra arma. E eu surpreso, pedi a ela que se vingasse por mim... E NÃO É QUE A VADIA ME DEU UM TIRO NO PEITO?! FUGIU COM O MOTOQUEIRO. E UM FILHO QUE A ELE ELA ESTAVA ESPERAVANDO. E EU AGONIZEI DE DOR. MORRI SOZINHO. NÃO ME DESPEDI DE NINGUÉM. MORRI SOB OS OLHOS DE DOIS TRAÍDORES. A VADIA FUGIU COM O MOTOCICLISTA TRAÍRA. FUGIU PARA A PUTA QUE PARIU. NÃO SEI MAIS... AS PESSOAS NÃO ME SURPREENDEM, NÃO DEPOIS DESSA. TRAÍRAGEM, TALARICAGEM, FILHA DA PUTAGEM... EU ACREDITEI EM UM FALSO AMOR. FUI TRAÍDO. PORQUE FUI BOM. FUI FILHO DA PUTA. E ME DEI BEM. TRAÍ. CONTINUEI A ME DAR BEM. E AÍ, ENTÃO OS FILHOS DA PUTA NÃO SE DÃO BEM? SE TU NÃO FOR UM, TU VAI SER ALVO DE UM PARCEIRO.

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