domingo, 22 de dezembro de 2013

Dos céus...

O teu sangue caiu sobre os meus pés. Fiquei sem reação. Caí de joelhos o chão. E vi muitas pessoas se divertindo com este teu sofrimento antigo. Tão antigo quanto as pirâmides do Egito. Elas estavam a esquiar sobre o teu sangue, e depois riram como se nada fosse mais importante naquele dia a não ser aquela fútil diversão. Dos céus o teu sangue caiu. Doce ele não estava. Era amargo como café. O café que você servia.

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