quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Inseguro no sonho de um pesadelo.
Sem saber para onde ir; não conseguia ver o reflexo do meu corpo por entre mil linhas tortas, caminhei sem rumo de ida, sem rumo de volta, vi uma estrada cheia de sangue negro, nestes meus sonhos de um pesadelo...
E nesta estrada eu caí de joelhos, olhei para ao rio de sangue que estava a minha frente e implorei por alguma salvação.
Eu não fui o merecedor de nenhuma salvação esta noite, eu não a conquistei, ao contrário, deste rio emergiram cem mãos, e dessas cem mãos, noventa e nove apontaram o dedo indicador diante do meu rosto, elas me acusaram de algo terrível que eu havia feito...
Elas me acusaram por sonhar demais.
Elas me acusaram por querer paz.
Elas me acusaram por ser idiota demais.
Mas uma delas estava quieta, fechada e pensativa em seu canto, ela estava separada do restante das mãos que me acusavam a cada piscar de meus olhos castanhos claros.
Ela me resguardou com carinho e piedade.
Eu sentia confiança nesta mão, eu sabia que poderia apertá-la sem medo de me quebrar depois.
Eu via que estava próximo de salvação.
E esta mão, em um salto glorioso e impressionante, me salvou das suas irmãs e me levou para uma floresta de árvores secas e sem folhas.
Não havia sangue nesta floresta, meus pés não doíam tanto, agora eu já conseguia pensar sem todas aquelas mãos me julgando, sem aquele sangue negro me aterrorizando.
A mão que não apontava o dedo, que não julgava a todo o tempo, a mão que fazia o símbolo da paz a cada instante, se sentiu reconfortante, ela apertou a minha mão e se despediu fervorosamente de mim, ela me indicou um lugar muito lindo antes de partir, um lugar onde a paz reinava, onde os animais se respeitavam, onde os seres humanos não julgavam uns aos outros, este lugar era a acolhedora de sonhos, a tão famosa e popular cama.
Nela eu encontrei a paz, e dos meus pesadelos eu fugi.
Agora eu sonho, ninguém me julga por isso, por sonhar demais...
E as árvores sem folhas, destas eu me despedi com um suave beijo de esquimó.
Agradeci por terem me acolhido e me salvado de todos que me julgaram...
Esta floresta, não havia muita vida nela, mas oque eu não recebi em vida delas, foi me dado em proteção e cuidados!
Obrigado.
Agora eu fugi.
Estou na acolhedora de sonhos, fazendo oque eu mais gosto de fazer, sonhar...
Isso foi um sonho?
Isso foi um pesadelo?
Foi uma mescla dos dois, uma pitada de dor e agonia de um sono tranquilo e quente de fim de noite!
As pessoas que julgam não são perfeitas, mais imperfeito que elas é você que aceita ser julgado!
Não mude por elas, não vale a pena.
Seja feliz.
Pois o mundo é grande, lugar não falta pra tu deitar em paz.
Seja a paz, antes de ir em busca dela.
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