segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Amor platônico.

Tão ilusório e errôneo. Os pensamentos de uma garota obsessiva. - Eu não conheço você. - Eu não conheço o teu corpo, eu nunca ouvi a tua voz, eu sei que eu não sou a dona do teu amor. - Eu nunca proferi nenhuma palavra para ao menos tentar te conhecer. - Eu te vejo todos os dias, e de mãos atadas eu fujo de você... - Amanhã eu vou falar com você, eu vou criar coragem. - Eu quero fugir de um sentimento que eu criei sozinha, sem a sua ajuda. - Eu não aguento mais te amar em silêncio. - Eu quero acabar com este tormento. - Você me transmitiu este amor pelo ar, como um vírus, tu respirou muito perto de mim... - Agora eu não consigo mais tirar você da minha cabeça. - É um amor platônico esse que eu sinto, quando eu chego em minha casa, eu durmo por horas, e por todas essas horas eu penso em você deitado ao meu lado... - E em como seria se nós dois estivéssemos juntos, da maneira que você iria me tratar, da tua mão segurando a minha, do teu corpo dando prazer para o meu. - Eu roo as minhas unhas, me descabelo me enciumando com as garotas que te olham no baile. - Eu não deveria, nós não temos nada, nem amigos somos. - Mas você é meu, eu sei que você corresponde os meus pensamentos. - Você é meu. - Você é meu, ouviu bem? - Eu estou a um passo da esquizofrenia. - Vejo-te a cada esquina, como um vulto, dizendo que me ama. - Mostrando o teu corpo, me chamando pra perto. - Eu preciso acabar com isso, eu não vejo soluções viáveis. - A não, ele está com outra, não, não pode ser. É uma obsessão pensar em um amor que nunca será correspondido, pensar em ter algo que não se pode ter. E uma obsessão que pode levar a morte. A morte interna e externa.

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