terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Revoltado.

Eu não tenho mais palavras para definir este ato mundano e sujo, pois eu já usei todas as palavras que existiam, todos os xingamentos, adjetivos e ofensas possíveis e existentes da língua portuguesa. É inaceitável ver e fazer parte de uma raça que destrói e mata, é angustiante e deprimente ver toda esta beleza natural indo para o imenso buraco que o próprio homem criou. Eles matam sem ressentimentos. Eles consomem. Destroem. E no final saem ilesos. Ou não. Eu rezo todos os dias e todas as noites para que o homem crie consciência dos seus atos imundos, matar um animal indefeso é crueldade, é pecado mortal, e você sabe, sabe melhor do que eu! Mas tu não muda, tu segue o mesmo caminho, tu anda pela mesma calçada e não quer saber de mudar. Não mudam e ensinam os seus filhos a serem iguais, assim como os netos também serão. A cada geração, a podridão fica maior. O arrependimento não bate a porta, o dinheiro faz fila lá fora. Olha só, este animal não te fez nada, ele só estava caminhando na mesma estrada. A estrada que dava até a sua humilde casa feita de mato e vento, a sua família estava a sua espera, os seus filhotes com fome estavam. E tu matou, torturou, não teve piedade. Homem, você é mortífero, destrutivo e corrosivo. É a espécie que domina. E já passou da tua hora de entrar em extinção.

Nenhum comentário:

Postar um comentário