domingo, 19 de janeiro de 2014
Lua.
Eu uso os meus dois olhos para poder te ver, olhos castanhos claros, com eles eu a observo atentamente, mesmo com o meu corpo e o meu espírito presos em uma armadura que só me liberta diante da tua beleza...
Eu vi uma cruz sobre a tua beleza, teu reflexo tem quatro pontas, e as quatro apontam para mim.
Isso é uma maldição? Viver assim, a mercê de uma cruz, sendo guiado por ela, sendo embebedado com a tua beleza...
Eu estou amaldiçoado por uma fase da lua.
A fase que prende o meu corpo e o meu espírito, é a mesma fase que me deixa calmo e tranquilo.
Vem cuidar desse teu servo imundo, lua.
Vem botar pra dormir o espírito vingativo que reside em meu corpo, vem me dar o teu amor.
Vem cuidar de mim...
Vem alimentar o corpo que nasceu do chão, vem lua.
Me embriague com a tua beleza...
E os meus dias serão os mesmos.
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