sábado, 25 de janeiro de 2014

Pensamentos da madrugada.

Eu sempre te vejo em quase todos os meus loucos pensamentos, mas um deles me intrigou muito hoje, foi estranho, um pouco cruel e inocente, deixem-me compartilhar isso com vocês meus amigos... Vi o teu corpo de menina falsa e inocente mais uma maldita vez, e ele estava despido em três dimensões diferentes, cada dimensão refletia um tom da tua alma, vermelho, branco e preto. Na primeira você estava implorando por uma resposta minha, um pedido que eu não consegui decifrar qual era, você estava vestida de branco, suas unhas estavam pintadas de vermelho e os seus olhos lacrimejavam como se você estivesse prestes a chorar aos meus pés... Na segunda você pisava no meu pobre e infeliz coração, você o torcia como pano quente, como pano que foi feito pra limpar o chão podre e sujo, tu me usava feito um pobre coitado que não sabia como viver a vida, o tom da tua pele era negro, completamente carbonizado pelo ódio que você dizia sentir por mim, teu semblante me matava a cada olhar teu em direção a mim... E na última e bendita dimensão, eu matei você com duas machadadas bem no meio da tua cabeça, foi surreal a sensação, o bem estar que aquilo me proporcionou, o sangue respingando em meu peito, o som da tua carne e dos teus ossos á se fundirem com a lamina doce e fria do meu machado cruel e assassino, eu cobri o teu corpo com o tom avermelhado do teu sangue e te joguei na larva quente para não ter que lidar com as suas cinzas depois... Foi cruel, foi digno de um Oscar de melhor atuação, de melhor diretor e de melhor filme. Eu confesso que eu me senti mal com isso, eu me vi no espelho depois e não conseguia me ver, eu vi um assassino em série com um sorriso sarcástico e frio, um psicopata com sérios problemas sociais e mentais, mas leve em conta o meu desespero, você sempre esteve muito melhor do que eu em todas as nossas brigas e discussões, tu me torturou o quanto tu quis me torturar, fez de mim um tolo, fez de mim um escravo teu e depois riu de mim e simplesmente desapareceu... EU PRECISEI ME VINGAR DE VOCÊ. EU NÃO TIVE OUTRA ESCOLHA. EU PRECISAVA DESTA VINGANÇA. E ela foi doce, como o amargo sangue que correu em suas veias e tocou os meus lábios depois de ser completamente esvaído do teu corpo e das tuas veias, foi doce, foi satisfatório, mas só por enquanto, até uma próxima vingança mal elaborada pelos meus loucos pensamentos... Até lá. Você já terá me esquecido. Eu cheguei a uma conclusão final sobre a minha relação com você, depois de longas três horas pensando eu finalmente cheguei a uma conclusão... O teu corpo se encontrava nu nas três dimensões em que eu tive o desprazer de te ver, ou seja, todo aquele sentimento e a dependência que eu sentia por você, não foi mais do que um desejo infantil que você nunca correspondeu por mim! Nunca foi amor. Ouviu bem? EU NUNCA TE AMEI. Eu penso em você, não vou negar, e em quase todos esses meus pensamentos infames, você está a me torturar, com palavras ou falsidades, pisando em mim como sempre. As flores que eu comprei pra te dar já murcharam a muito tempo atrás...

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